As forças russas de ocupação nomearam uma nova “administração civil-militar” na região de Kherson, no sul da Ucrânia, em meio a protestos pró-Kyiv e ataques com foguetes.

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Soldados russos ocuparam a cidade de Kherson, às margens do rio Dnieper, no início de março. O Ministério da Defesa da Rússia  disse que ganhou o controle de toda a região de Kherson nesta semana. 

As tropas russas demitiram a liderança ucraniana de Kherson, nomeando o ex-agente da KGB Alexander Kobets como prefeito e o ex-prefeito Volodymyr Saldo como chefe regional,  informou a mídia estatal russa na quarta-feira.

Kirill Stremousov, uma figura marginal identificada como vice-chefe da nova administração regional, disse à agência de notícias estatal RIA Novosti que Kherson começará  a transição para o rublo russo teve inicio em 1º de maio.

O prefeito anterior da cidade, Ihor Kolykhayev, “se recusou a cooperar” com as forças de ocupação, disse um funcionário não identificado à RIA Novosti.

O anúncio foi feito quando as forças russas dispersaram um comício pró-Ucrânia com gás lacrimogêneo e granadas de efeito moral. 

Explosões em uma torre de televisão próxima também interromperam brevemente a transmissão estatal russa.

Enquanto isso, o Ministério da Defesa da Rússia afirmou em um briefing diário na quinta-feira que derrubou 14 mísseis ucranianos sobre Kherson.

Stremousov  disse que Kherson não planeja realizar um referendo para estabelecer um estado pró-Rússia não reconhecido semelhante às repúblicas de Donetsk e Lugansk, no leste da Ucrânia, mas descartou o retorno da região à Ucrânia. 

Dias antes, o presidente ucraniano Volodymyr Zelensky alertou que “pseudo-referendos” em Kherson e na cidade destruída de Mariupol significariam o fim das negociações de paz Moscou-Kyiv.

 

 

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