Dois brasileiros condenados à prisão perpétua

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Da redação Por Devair Guimarães

Dois brasileiros supostos ‘coiotes’ foram condenados a prisão perpétua nos EUA a acusação é de que eles seqüestraram uma brasileira e seu filho de 5 anos, mas a esposa de um deles afirma que eles foram vítimas de emboscada. O julgamento aconteceu no condado de Orange, na California. A sentença foi dada por um júri popular.
Reynaldo Eid, morava em Nova York, e Alaor Oliveira Jr., de Danbury, Connecticut, eram, acusados de serem “coiotes” (traficantes que facilitam a entrada ilegal de estrangeiros pela fronteira entre México e EUA) e de terem feitos reféns uma mulher de São Paulo e seu filho de 5 anos, isso depois de tê-los introduzido ilegalmente no país em 2005.
O marido dela, que estava ilegal nos EUA, teria pago US$ 14 mil para os “coiotes” trazerem a mulher e a criança do México até sua casa, na Flórida, segundo a acusação.
Alaor do Carmo de Oliveira Junior, de 55 anos, e Reynaldo Eid Júnior, cuja idade não foi divulgada, Alaor trabalhou por muito tempo em uma carpintaria foram presos em novembro de 2005, acusados de terem pedido mais US$ 14 mil pela libertação de mãe e filho.
A procuradoria informou que mãe e filho voaram do Brasil para o México, cruzaram a fronteira na cidade de Mexicali e foram passando de mão em mão até serem entregues a Ronaldo e Alaor, em um posto de gasolina de Costa Mesa.
Em vez de serem entregues ao pai e marido, ela e o filho teriam sido mantidos reféns em um hotel da cidade, onde o pedido de resgate foi feito.
Segundo a acusação, Alaor e Ronaldo fizeram ameaças e disseram à mulher que ela teria de trabalhar em Nova York até pagar a sua ‘dívida’ caso o resgate não fosse pago.
O marido dela pediu ajuda a um amigo, que chamou a polícia. Os policiais então localizaram os sequestradores e fizeram a prisão quando eles tentavam fugir com as vítimas, segundo a acusação.
A cabeleireira Mary Aparecida de Souza Oliveira, de 49 anos, mulher de Alaor, disse à Agência Estado que os brasileiros foram vítimas de uma emboscada. A sequestrada, segundo Mary, teria chamado a polícia e forjado o sequestro para criar uma situação que tornasse possível legalizar a sua situação nos Estados Unidos.
O cônsul-geral adjunto do Brasil em Los Angeles, Júlio Victor do Espírito Santo, informou que está em contato com os brasileiros presos e com seus advogados de defesa.
Cada caso é um caso e devem ser apurado para ter a certeza que não estão fazendo injustiça. Em Governador Valadares nossa reportagem apurou junto a um senhor que preferiu não se identificar, dizendo que seu filho foi para os EUA levado por dois homens que não soube dizer se são brasileiros ou americanos, acertaram um valor, só que este valor foi pago três vezes mais sempre com ameaças tanto para o pai  em Valadares e para o filho nos EUA, ele afirmou que sofreu horrores não tinha paz, e sempre sofria ameaças por telefones e pessoalmente e  por pessoas diferentes.

Sonhos desfeitos

Flávio Augusto do Carmo Oliveira, de 22 anos, filho mais novo, a preocupação de meu pai era de pagar a minha faculdade e de meu irmão dar uma educação para nós melhor que a que ele teve, mas infelizmente a vida nos pregam certas coisas que não entendemos, ao ser preso, os dois brasileiros receberam a proposta de confessar o crime. “Como meu pai era inocente, ele nunca poderia fazer isso, pois acreditava na Justiça”, disse Flávio. O principal objetivo de vida de Alaor nos EUA era guardar dinheiro e pagar a universidade dos dois filhos. O mais velho, Alaor do Carmo de Oliveira Neto, pretendia cursar Biomedicina, enquanto o mais novo, Flávio, tinha como meta a Odontologia.

A família dependia do dinheiro enviado por Alaor. Dessa forma, o sonho do curso superior acabou. “Eu estava indo para o 2º ano de Odonto e precisei parar porque era muito caro”, diz Flávio, que já não sabe o que fazer no futuro. Neto, que também tinha o sonho de morar nos EUA, só pensa em arrumar uma forma de tirar o pai da prisão americana. “Sinto uma revolta muito grande e só iria para lá (EUA) se fosse para visitar meu pai”, afirma o jovem, que também deixou a faculdade.

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