Bitcoin, ethereum, solana: maiores criptos em valor de mercado têm semana ‘festiva’

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Eventos macroeconômicos e setoriais levaram a um forte movimento de compra, retomando máximas de preço de maio do ano passado

O mercado de criptomoedas viveu uma semana de pujança, com suas principais representantes registrando forte valorização em um cenário de “tempestade perfeita” para a compra dos ativos. Não apenas o bitcoin, maior cripto em valor de mercado, marcou maior patamar desde maio do ano passado, beliscando os US$ 38 mil, como as altcoins ethereum solana registrando fortes altas.

André Franco, analista- chefe do Mercado Bitcoin, observa que “aos poucos o bitcoin vai estabelecendo novos patamares com a especulação de aprovação de ETF”. Segundo ele, movimento semelhante aconteceu com ethereum, dado que ontem voltou a se especular um possível ETF de ETH que poderia ser lançado logo após a aprovação de um focado em bitcoin.

Por volta de 18h (horário de Brasília), bitcoin (BTC) era negociado a US$ 37.318, ganho de 1,7%, nas últimas 24 horas, segundo dados da plataforma CoinDesk. No período, a mínima foi de US$ 36.359 e a máxima de US$ 37.457. Na semana, acumula valorização de 8%.

No Brasil, no mesmo horário, o BTC era negociado a R$ 184.740, variação positiva de 1,7%, no mesmo período, de acordo com o Cointrader Monitor.

O ethereum, segunda maior cripto em valor de mercado e volume negociado, valia US$ 2.091, alta de 2,6%, nas últimas 24 horas, com máxima de US$ 2.135. Na semana, ganha 17%.

Documento publicado na Nasdaq, ontem, pela BlackRock, registrando o iShares Ethereum Trust, apontou que a maior gestora de ativos do mundo pretende lançar um ETF com exposição direta a ethereum (ETH), ampliando sua atuação no mercado cripto.

“Do ponto de vista regulatório, o processo e a estrutura legal para aprovação de ETFs já existem, independentemente de se concentrarem ou não em criptoativos”, observa Petr Kozyakov, cofundador e presidente da plataforma de infraestrutura de pagamentos Mercuryo. “O estatuto jurídico do bitcoin é universalmente aceito e é amplamente reconhecido que não é um valor mobiliário, porque não cumpre os critérios do Teste Howey e, portanto, não está sujeito a esse tipo específico de regulamentação.”

Kozyakov pondera ainda que “os pedidos de ETF são normalmente apresentados por entidades bem estabelecidas e proeminentes, com um histórico conhecido de operações, e não por pequenas empresas”.

Para ele, esse contexto simplifica o papel da SEC de aprovar ETFs com exposição direta a bitcoin e já há especulações apontando uma possível aprovação em 17 de novembro, próxima sexta-feira.

Além desse tema específico do universo cripto, favoreceu os negócios esta semana o cenário macroeconômico. Para o analista da Titanium AssetThiago Rigoas declarações mais contracionistas de Jerome Powell, presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central dos Estados Unidos), ontem, “não foram suficientes para fazer o bitcoin mudar de direção para baixo”.

“A criptomoeda está num ciclo de baixa correlação com os índices acionários americanos, como o S&P 500 e os Nasdaq”, pontua Rigo. “Apesar das declarações de Powell sinalizando possivelmente juros mais altos, as expectativas de alta da criptomoeda com a iminente aprovação do ETF fez os investidores continuarem firmes na cripto, acreditando que o prêmio de risco que o bitcoin oferece valerá a pena.”

Menos “famosa” no mercado brasileiro, Solana, token nativo da rede de mesmo nome, saltou 20%, hoje, zerando as perdas registradas no ano.

Solana era um dos tokens no qual os especialistas apostavam suas fichas para o ano, mas não estava correspondendo às expectativas, principalmente em função do aperto regulatório nos Estados Unidos.

No entanto, as resoluções em torno da recuperação da exchange falida FTX, uma das maiores detentoras de SOL, têm animado os investidores e fizeram a cripto recuperar o patamar de preço de maio do ano passado, de US$ 54. Em outubro, a cripto já havia registrado alta de mais de 80%.

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