Assaltante que manteve refém na Tijuca morreu a caminho do hospital

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busnelloO criminoso que fez uma mulher refém numa farmácia na Tijuca, Zona Norte do Rio, morreu a caminho do Hospital do Andaraí.

O assalto terminou às 10h40 de ontem (25). De acordo com informações da PM, a vítima foi libertada e o suspeito teria sido baleado na cabeça.

Os policiais foram aplaudidos por pessoas que acompanhavam a movimentação e pelos próprios policiais.

Refém

A mulher foi feita refém por um assaltante com uma granada numa farmácia, na Rua Pereira Nunes esquina com Rua dos Artistas, na Tijuca, de acordo com a PM. O assalto, segundo testemunhas, começou às 10h.

A Rua Pereira Nunes ficou interditada por cerca de uma hora.

O especialista em tiros de precisão, o major João Jaques Busnello, 39 anos, acredita que um bom atirador deve treinar sempre. No último fim de semana, ele e o major Maycon, que o acompanhou na ação de sexta-feira, estiveram no estande de tiro de Gericinó, zona oeste, para calibrar os fuzis, onde fizeram mais de 400 disparos. “Estamos sempre preparados para isso”, diz. “Não foi a ocorrência mais difícil da minha vida, apenas fui preciso”, atesta.

Com 16 anos de Polícia Militar, Busnello nasceu em Iraí, cidade do interior do Rio Grande do Sul, onde seus pais trabalhavam como lavradores. Chegou ao Rio aos 14 anos, com o objetivo de largar as enxadas para sempre: “estudei, me formei, e adoro o que faço, trabalhar na PM”.

Ao ingressar na corporação, em 1993, Busnello traçou uma meta: fazer parte da elite da PM. De 2002 a 2007, serviu no Batalhão de Operações Especiais (Bope), onde tornou-se um caveira, grupo de policiais que passa pelo rigoroso Curso de Operações Especiais (COE). Atirador de elite, passou a chefiar o grupamento de tiros de precisão. “Sem dúvida, é preciso muita frieza e concentração”, revela.

No tiro de ontem, Busnello usou um fuzil brasileiro parafal 7.62mm, com luneta telescópica. O mesmo que levou a Gericinó semana passada. Em 2007, o oficial pediu para deixar o Bope, após desentendimento com outro oficial. Busnello integrava o grupo de policiais contrário ao filme Tropa de Elite, sobre o batalhão. Ele passou a chefiar o Serviço Reservado do 5º BPM (Praça da Harmonia), comandado por outro caveira, coronel Edval Camelo.

Casado, pai de um filho, Busnello não tem religião: “acredito em Deus, temo os homens”.

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