Complexo Penitenciário de Ponte Nova investe em segurança, capacitação e parcerias de trabalho

Com 213 presos trabalhando, unidade comemora uma década de existência com importantes frentes de trabalho para emprego de mão de obra prisional

O Complexo Penitenciário de Ponte Nova termina 2018 investindo em segurança e em parcerias de trabalho. Os resultados são mais de duas centenas de presos trabalhando nas cinco frentes de trabalho firmadas com a iniciativa privada, além das reformas estruturais realizadas com o apoio do Poder Judiciário local por meio das verbas de multas pecuniárias.

A direção da unidade iniciou no mês de novembro um projeto de revestimento da tela de proteção que cobre o perímetro intramuros do complexo prisional. Com o objetivo de aprimorar a segurança contra tentativas de fugas, telhas galvanizadas estão sendo soldadas nos 700 metros de alambrado que já possuíam concertina como principal inibidor de evasão.

Os próprios detentos trabalham na instalação do revestimento que foi adquirido por meio de verba pecuniária concedida pela Justiça no valor de R$ 61 mil. Além do reforço na segurança, parte dos recursos foi utilizado para pequenas reformas na estrutura da unidade prisional.

Para o diretor geral do complexo, Giuliano de Paula, é importante estar em sintonia com as necessidades da equipe de trabalho para que as demandas referentes à segurança e ao atendimento do preso funcionem harmoniosamente.

“Acredito que o direcionamento de pessoas chaves, visão estratégica na utilização de recursos humanos e materiais sejam a base de toda boa gestão, e temos nos esforçado nesse sentido para atingir os melhores resultados”.

Uma década de trabalho

Com dez anos de existência, o Complexo Penitenciário de Ponte Nova conta atualmente com cinco frentes de trabalho que funcionam no interior da unidade prisional e que empregam de forma remunerada 35 presos do regime fechado e semiaberto.

A empresa BCR (Bartofil) utiliza a mão de obra dos detentos na reforma de palets de madeira; a Plastinova produz cerca de 7 mil cortinas e capas de chuva por mês; a Master Sport produz cerca de mil bolas de futebol mensalmente; a Ecopel emprega três detentas na produção de brindes corporativos e a Stillus Alimentação, incorporou dois presos à sua equipe de funcionários que auxiliam na preparação da alimentação utilizada no complexo.

Servidora desde 2009, a atual diretora de atendimento do complexo Aline Gonçalves de Araújo, explica que entre parcerias privadas e com instituições públicas e manutenção interna são 213 presos trabalhando. Ela avalia como positiva a instalação de empresas privadas nas unidades prisionais ofertando vagas aos presos.

“A oferta além de oportunidade de trabalho nesses casos, é educacional na formação técnica laboral, pois muitas pessoas são admitidas no sistema prisional sem qualificação técnica de trabalho. Observamos que primeiro há intenção explícita quanto à remição de pena, porém a ajuda financeira à família são fatores que contribuem com a ordem e disciplina no cárcere”.

Agência Minas

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