Dez anos da Administração Mário Assad: um exemplo da vida política

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Jornalista: Carla Duarte Motta
As próximas eleições presidenciais no mês de outubro agitam o cenário político nacional, convocando a população a ir para urnas. Caminho este que deve ser percorrido com extrema convicção e também cuidado. Afinal, há de se compreender que o futuro da nação está ali, no voto de um mais um… até o destino que a maioria decida para o Brasil. E quem dera, o desejo daquela representasse a sorte de todos. Sim, penso que isto é possível, pois já vi acontecer pelas bandas do leste mineiro, um líder forjado no aço dos seus longos 50 anos de carreira política, fazer a absoluta diferença frente à Administração Pública.

Lamento quem tem a memória curta, mal cultural que assola o povo brasileiro, e também quem não viu a banda tocar no ritmo e no mote do Prefeito Mário Assad, que governou Manhuaçu de 2000 a 2004, no auge dos seus não menos 80 anos de idade. Era loucura sim, ver aquele senhor idoso, compassado pela válvula que trazia no peito, enfrentar os mais cruéis adversários – “jamais digo inimigos, pois não tenho nenhum” – para reconstruir a credibilidade deste município que se perdia no jogo de peteca do entra e sai prefeitos.

Pois bem, nada de saudosismo simplista nem muito menos de recordações nostálgicas, Convido o leitor a uma pequena viagem na volta ao tempo, tempo de festa e de muito trabalho. Falo do que vi, do que sei da tal vontade política estar ao lado da população. Falo como testemunha viva que acompanhou, passo a passo, Manhuaçu sair do estado de letargia para avançar em direção ao desejo de ser melhor, num percurso que atravessou rua por rua, bairro a bairro, distrito a distrito de modo incansável, perseguindo o objetivo maior de provar que a dignidade de um município pode ser restaurada com trabalho árduo.

Nos quatro anos que segui os passos do Prefeito Mário Assad vi sua equipe administrativa de secretários, diretores, assessores e funcionários ter de dançar conforme sua música e ele adora carnaval. O ritmo, então, não era lento, mas alegre e movimentado para dar conta das demandas de todos os setores que necessitavam de melhorias para atender a população que confiou seu voto e seus sonhos nas mãos daquele que faria a maior revolução administrativa municipal desde então.

Nada se fez da noite para o dia, mas com cautela. Decisões eram tomadas, visando o equilíbrio das contas do dinheiro público e a possibilidade de execução e por muitas vezes ouvi: “traga-me um projeto que seja plausível, realizável!” Sim, Dr. Mário e sua equipe realizaram obras que até então, servem ainda hoje ao povo manhuaçuense. Exemplos existem diversos, mas alguns mudaram para sempre a vida de nossa gente. Aqui, posso listar a construção da E.E São Vicente de Paulo, E.M da Petrina, E.M Infantil Santa Luzia, reforma e melhorias em toda rede física escolar do município, tanto da cidade quanto dos distritos, além disso, melhorias da merenda, móveis e do transporte escolar e investimentos fortes no funcionalismo do magistério municipal, incluindo os eventos das duas diretorias de Esportes e Cultura. Desta época, um trio de mulheres compreendeu o embalo do Líder Municipal: Secretária Ângela Maria de Fúccio e as Diretoras Gilda Mares e Maria Camilo, rodaram mais que suas “baianas”, contribuíram diretamente para a grande virada da Educação, da Cultura e do Esporte.

No setor de Saúde, um “galo forte brigador” (com a devida desculpa poética), o Secretário Dr. Luiz Prata seguiu a batuta do seu Líder Executivo e demoliu a antiga rinha, deixando os pilares prontos para a implantação do Hemocentro Regional e mais, consolidou a implantação do CAPS II, do Canil Municipal, reestruturou a rede de PSFs, conseguiu o convênio para a implantação do PROHOSP junto ao Hospital Cesar Leite e iniciou a implantação da UPA, Programa de combate a Dengue, novos equipamentos para diagnósticos, entre outros feitos, que trouxeram mais avanços significativos no atendimento de qualidade para toda população.

Dois guardiões e fiéis companheiros de Dr. Mário Assad, mudaram o cenário de forma incontestável no setor de obras e no SAAE – Dr. Jorge e Dra. Elizabeth Espechit, pai e filha trabalharam incansavelmente e o ritmo das conquistas só fizeram ampliar estes dois setores com a duplicação da ETA (Estação de Tratamento de Água) sem qual hoje, a cidade estaria vivendo total colapso no abastecimento, além de colocar o município com 90% de sua população servida das redes de infraestrutura básica. Falar de obras é registrar os 36 quilômetros de calçamentos realizados, o asfaltamento das estradas de dos Distritos de Sacramento e Ponte do Silva, as pontes rurais erguidas e recuperadas, a creche e as obras iniciais do aeroporto de Santo Amaro, a iluminação da BR 262, os monumentos erguidos, a recuperação das praças e jardins públicos e das seis quadras poliesportivas construídas. Por todo lado que se olhar neste município, há de se reconhecer um feito da Administração Mário Assad.

O SAMAL teve de se reinventar para cumprir seu verdadeiro papel. A frente deste desafio o Biólogo, Carlos Otávio Abineder Ferreira com sua competência e profundo conhecimento técnico, recuperou a Usina de Reciclagem, implantou os aterros Sanitários e Funerário. Pela primeira vez, nossos garis receberam uniformes e equipamentos individuais de proteção para realizarem a coleta de lixo. Mais do que organização era a recuperação da dignidade destes trabalhadores do serviço essencial da limpeza pública.

Na secretaria de Agricultura, Alberto José da Silva acompanhou o ritmo do batuque, levando para Zona Rural do município Programas que favoreceram diversos pequenos agricultores como o Banco de Sementes, Melhorias Nutricional de implantação de mil hortas, apoio ao Programa de Desenvolvimento Sustentável da Sub-Bacia do Córrego Boa Vista vencedor do Prêmio “Ouro Azul” em parceria com a EMATER de Manhuaçu.

E mais exemplos de obras e de iniciativas cruciais ao desenvolvimento de Manhuaçu vieram diretamente da sala do Gabinete da Administração: foi ali que o Prefeito Mário Assad assinou o convênio para a vinda do Corpo de Bombeiros junto ao Comandante da PMMG; recebeu o Secretário de Estado do Meio Ambiente para suspender o licenciamento da atividade de mineração na área do Manhuaçuzinho, principal vertente água limpa de abastecimento do município; distribuiu subvenções às entidades filantrópicas e teve um parceiro na esfera da política federal que também fez contribuir para que Manhuaçu alcançasse melhores recursos e investimentos, Mário Assad Júnior, mais que um deputado, um filho conhecedor da cartilha do pai, que abrira mão de usar carro oficial da Prefeitura, dando o exemplo nunca antes visto e, ao final do expediente, saborear um pastel como se estivesse comendo um “manjar dos deuses”, simples assim em seus atos de cidadão.

Ao lado deste político forjado no trabalho, sua mulher não menos forte: Sra. Neide Assad, companheira, esposa, defensora obstinada do homem de sua vida, numa dança que embala mais de 50 anos de casamento, de cumplicidade, de companheirismo e cuidados carinhosos com o “Mário” – “Carla, por favor, não deixe Mário fazer extravagâncias. Ele é muito guloso. Vigie se ele não vai comer demais.” E claro, ele sempre saboreava de tudo um pouco e um pouquinho mais das delícias da comida mineira, oferecidas insistentemente pelos amigos.

Sim, ficaria aqui até o findar do próximo ano falando, registrando o melhor repertório do samba do desenvolvimento que já presenciei em minha cidade. E é também com extremo respeito e admiração que trago bem viva em minha memória a melhor saudade que possuo: “você é a filha que escolhi ter. Filha do meu coração.” Era assim, que carinhosamente, recebi o prêmio de servir ao homem e ao político que considero o melhor que já passou por este vale. Por isso tudo, penso nas próximas eleições presidenciais e lamento profundamente que nosso Brasil só tenha tido um único Mário Assad, ou como os mais humildes o chamavam, e sei que é verdade, “Mário Aço” que hoje, aos 93 anos merece o sagrado descanso do guerreiro-sambista-poeta da arte de administrar. Sim, tenho saudades, mas não são tão simples assim.

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