Mercadante agora igualou a seus pares

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Brasília - Os senadores Aloizio Mercadante e José Agripíno Maia cumprimentam-se durante a reunião da Comissão de Constituição e Justiça para ouvir a ex-secretária da Receita Lina Vieira sobre seu encontro com a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff Foto: Antonio Cruz/ABr
Brasília - Os senadores Aloizio Mercadante e José Agripíno Maia cumprimentam-se durante a reunião da Comissão de Constituição e Justiça para ouvir a ex-secretária da Receita Lina Vieira sobre seu encontro com a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff Foto: Antonio Cruz/ABr

Por Devair G. Oliveira
Brasília – O líder do PT, senador Aloizio Mercadante (PT), disse hoje (21) da tribuna do Senado que permanece na liderança do partido, mesmo depois de divergências entre os senadores petistas do Conselho de Ética que, cumprindo determinação do partido, votaram a favor do arquivamento das denúncias contra José Sarney (PMDB-AP). Em sua página no Twitter, ontem (20), Mercadante chegou a dizer que sua saída seria em caráter “irrevogável”.
Em minha opinião Mercadante não tem mais força dentro do partido e isso ficou demonstrado no embate do senado, ele falou tanto, mas recuou, resolveu compactuar com o desvio de conduta do partido em defender o Presidente do Senado Sarney sendo investigado. O apego ao poder destes políticos está acima das divergências, do estatuto e da ética, resta ao povo brasileiro lembrar isso na hora do voto.
O PT perdeu muito, se desgastou demais conforme palavras do próprio Mercadante, mas acho que ele perdeu mais ainda por fazer barulho, falar muito e recuar em tudo.
Depois de ler uma carta do presidente Luiz Inácio Lula da Silva pedindo para que continuasse no cargo, o senador disse que “não tinha como dizer não” ao pedido. “Dificuldades e divergtências fazem parte da caminhada, fazem parte da história. Em nome dessa caminhada, fique na liderança. Esse é um pedido sincero e verdadeiro do companheiro Luiz Inácio Lula da Silva”, disse Lula na carta.
Ficou claro para a nação que o PT não cumpre o seu estatuto e sim a voz maior do Presidente Lula que comandou diretamente o apoio ao Sarney.
A Marina e muitos petistas também o partido pediu que ficassem, mas eles preferiram seguir a ética a que reza o estatuto.
“Não tenho como dizer não a um pedido do meu companheiro”, afirmou Mercadante depois de lembrar a história e os tempos de criação do partido.
Será que Mercadante se lembrou da diferença do PT de quando foi criado? É exatamente essas lembranças que fizeram tanta gente abandonar o partido.
O senador falou em frustração e desilusão e descrença política ao lembrar o episódio no Conselho de Ética. Disse que sempre foi favorável à investigação dos atos secretos porque contrariam o princípio constitucional da igualdade e da transparência, mas defendeu uma investigação respeitando o direito de defesa.
Agora não adianta nada Mercadante ficar lamentando você concordou com tudo isso ao aceitar ficar depois do fogo de palha sua palavra agora será sempre questionada e não vai conseguir liderar. Que argumento vai usar com seus liderados depois deste vexame
“Os atos secretos violam artigo da Constituição que trata da transparência e da publicidade”, afirmou. “Esbarramos no PMDB, que teve um poder fundamental nesse processo. Esbarramos no nosso partido. Não era a posição da bancada, nunca foi a minha posição. Conversei com o governo pedindo apoio para esse caminho equilibrado, responsável”, disse. “Nunca aceitei o caminho fácil da condenação sem defesa, do pré-julgamento do tribunal de exceção, ainda que seja mais fácil do ponto de vista eleitoral”, completou.
Mercadante ainda lembrou a ex-ministra do Meio Ambiente Marina Silva (AC), que deixou na última quarta-feira (19) o PT para se filiar ao PV. Disse que sua relação com ela mostra uma longa trajetória no partido. Falou do senador Flávio Arns (PT-PR), que anunciou sua saída do partido mesmo que para isso perca o mandato. Afirmou que independente das divergências com a bancada, Arns também deu sua contribuição para a legenda.
O líder do PT chegou tranquilo ao plenário e, durante o discurso, pediu desculpas à família por permanecer no cargo. Ao final, foi cumprimentado por Marina Silva.
O senador disse que depois da reunião do Conselho de Ética, se reuniu com a bancada e ouviu dos senadores que não saísse da liderança. Afirmou que recebeu ligações do presidente do partido, Ricardo Berzoini, de José Dirceu “com quem não falava há muito tempo”, dos senadores do partido e também dos de oposição, como o presidente do PSDB, Sérgio Guerra (PE), e o líder tucano, Arthur Virgílio (AM).
Fez bem Mercadante, agora você também passa a fazer parte da farinha do mesmo saco, PSDB, PMDB e PT tudo chega-se num acordo, neste senado não tem santo.

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