O povo não vai engolir Sarney

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Por Devair Guimarães de Oliveira

Brasília - Senadores Arthur Virgilio, Romero Jucá e Aloizio Mercadante conversam durante a reunião do Conselho de Ética e Decoro Parlamentar Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/ABr
Brasília - Senadores Arthur Virgilio, Romero Jucá e Aloizio Mercadante conversam durante a reunião do Conselho de Ética e Decoro Parlamentar Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/ABr

Brasília – O líder do Democratas (DEM-RN), José Agripino Maia (DEM-RN), informou hoje (5) que o seu partido e o PSDB já assinaram um documento suprapartidário requerendo o afastamento temporário do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), até que se esclareça o possível envolvimento do parlamentar em denúncias, que já estão sob a apreciação do Conselho de Ética.
O povo a cada dia fica mais descrente dos políticos, pois aquilo que em outro país é levado a sério em nosso Brasil os políticos brinca com o povo e é por isto que cada dia fica mais difícil um candidato se eleger pelo voto honesto, desacreditado o povo está perdendo a confiança nas autoridades políticas.
Acredito que Sarney não resistirá por muito tempo e seria bom para a democracia que ele tivesse um pouquinho de bom senso, antes que o povo vá para a rua pedir sua cassação a indignação cresce no Brasil e os políticos estão esquecendo-se do poderio da internet eles podem até segurar a grande mídia, mas não evitará que todo o povo saiba das falcatruas costuradas pelos parlamentares da base do governo para manter uma situação insustentável que necessita investigação.
O povo não gostou nada do que viram nos noticiários sobre o bate papo no senado, os comentários foram geral em toda parte, nas igrejas, nos botecos e em toda parte o que se ouvia era indignação e revolta com essa vergonha é o que a maioria diz.
Com certeza surgirá um manifesto e vamos ver quem está do lado do bem da justiça e do direito, Agripino acrescentou que aguarda a assinatura ao documento das lideranças do PSB, PDT e PT, como teria sido acertado ontem em uma reunião no gabinete do presidente do PSDB, Sérgio Guerra (PE). O líder do PT, Aloizio Mercadante (SP), pouco antes da declaração de José Agripino, afirmou também no plenário do Senado que, em nenhum momento, recebeu proposta desses partidos para assinar qualquer manifesto pelo afastamento de Sarney, como divulgado pela imprensa.
As intervenções foram feitas nos debates que aconteceram no plenário após o discurso do presidente do Senado. Sérgio Guerra, por sua vez, disse que os partidos e parlamentares, que apóiam o afastamento de Sarney não cederão a qualquer tipo “de ameaça ou chantagem”. Ele afirmou que todas as denúncias contra o parlamentar devem ser conduzidas no âmbito do Conselho de Ética.
Já se sabe que o presidente do Conselho de Ética, Paulo Duque (PMDB-RJ), vai arquivar todas as denúncias contra Sarney, apesar de muitos parlamentares dizerem que ele não pode “arquivar de forma monocrática” as denúncias e representações contra o presidente do Senado. Ele acrescentou que os argumentos apresentados hoje por José Sarney em plenário, rebatendo ponto a ponto as denúncias remetidas ao conselho, poderão ser feitas no colegiado.

O presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), não poupou críticas à imprensa. Segundo ele, “na campanha” que tem sofrido para desestabilizá-lo, acusando-o por uma série de atos ilícitos, fraudaram a fita entregue a jornais e revistas para tentar vinculá-lo a fraudes investigadas pelo Tribunal de Contas da União (TCU), em contratos para obras no Aeroporto de Macapá (AP).
Segundo ele, nesta fita foi colocada uma pessoa que apresentou-se como o empreiteiro da Gautama, Zuleido Veras, que diz a frase “vai chegar na casa do Sarney já, já”, em uma tentativa, segundo ele, de incluí-lo no esquema investigado. De acordo com Sarney, perícia feita pelo perito Ricardo Molina atesta que as conversas gravadas nestas fitas e encaminhadas á imprensa foram adulteradas.
E assim vai o presidente do Senado também acusou um jornalista credenciado no Senado de ter “roubado” documentos do escritório de um empresário, que comprou parte de uma fazenda de sua propriedade. É a desculpa para não largar o poder

Fonte: TV senado

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