Polícia Federal investiga compra de votos em G.Valadares

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Suposta compra de votos leva Polícia Federal a investigar a Coligação do candidato Bonifácio Mourão.
Justiça Eleitoral determina apreensão de computadores e documentos do comitê da Coligação Renovação com responsabilidade.Uma tática da coligação do candidato Bonifácio Mourão pode ser desvendada pela Polícia Federal, que investiga suposta compra de votos. Apesar do processo correr em segredo de Justiça, sabe-se que vários coordenadores da campanha de Mourão foram ouvidos na Polícia Federal. Todo o processo acontece por decisão do juiz eleitoral Roberto Apolinário.

Fato
Uma empresa de pesquisa contratada pelo comitê de Bonifácio Mourão liga para eleitores indecisos convidando-os a assistirem ao programa eleitoral. No final do encontro, cada participante recebia R$ 30 reais. Os advogados da coligação de Mourão admitiram o pagamento, através de ofícios enviados à
Justiça.
À primeira vista, segundo decisão do juiz, tal conduta caracteriza corrupção eleitoral e captação irregular de sufrágio, que seria da competência da 118º Zona Eleitoral.
“Considerando que os pesquisadores são pessoas que se deslocam de suas casas até o local da realização da pesquisa, lá permanecendo das 20h até longo tempo após o término dos programas que se encerram às 21 h, a empresa contratada, conforme nos foi por ela informado, lhes remuneram pelos serviços a ela prestados, no valor de trinta reais, afirmaram os advogados da Coligação.

Discrição
Os advogados da Coligação do candidato Mourão, ao tomarem conhecimento da denúncia, se apressaram a tentar explicar ao juiz eleitoral que esta conduta não tinha como objetivo comprar o eleitor com R$ 30 reais. Eles pediram ainda discrição nas investigações.
“Na documentação apresentada pelos representados através de seus advogados os mesmos chegam a ser cômicos ao pedirem discrição em eventuais investigações a serem realizadas”, narrou o juiz no processo. “Contra fatos incontroversos não há argumentos, sendo certo que pelo, mesmo à primeira vista, a coligação representada, de forma sublimar está, através de terceiros por si contratados, fazendo distribuição de dinheiro, o que, em tese, caracteriza corrupção eleitoral e captação irregular de votos”, relatou o juiz Roberto Apolinário.
Segundo o juiz, o TSE tem normatização própria para a realização de pesquisas e que não é nem um pouco razoável o argumento dos advogados da Coligação representada de que a conduta praticada é legítima e que não pretende  “espetacularização” dos procedimentos que eventualmente venham a ser deflagrados.

Punição
O juiz determinou a imediata expedição de mandato de busca e apreensão para apreender todo e qualquer material objeto das supostas consultas que estão sendo realizadas, devendo, inclusive apreender equipamentos de informática, que serão submetidos à perícia em 48 horas pela Polícia Federal; apreensão de toda quantia em dinheiro que for encontrada; apreender contratos e demais documentos relacionados com o objeto da presente representação; notificação da Coligação representada para apresentar toda documentação referente à indevida pesquisa realizada em 24 horas, sob pena de multa fixada em R$ 100 mil contra a Coligação Renovação com responsabilidade e seu candidato José Bonifácio Mourão, sem prejuízo de responsabilidade criminal e instauração de processo criminal por corrupção eleitoral. Todo esse processo corre em segredo de Justiça.
A Coligação não pode mais realizar tal prática, ou seja, continuar pagando os R$ 30 reais para eleitores, sob justificativa de participar de pesquisa dentro de uma sala, às portas fechadasa em um prédio central de Governador Valadares.

reportagem: Jornal Folha Regional

ESTE CANDIDATO JÁ RESPONDE  PROCESSO NO SUPREMO TRIBUNAL ELEITORAL EM BRASÍLIA POR FRAUDE ELEITORAL EM 2004

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