PT é poder, mas a força é PMDB

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PMDB_PT_chargePor Devair G. Oliveira
Se olhares atentos para os três maiores colégios eleitorais verá que São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais a fragilidade petista é evidente em algumas capitais além da fragilidade o PT está dividido em Minas o PT é mais fácil correr para o lado do PSDB do que aliar-se ao PMDB e em quaisquer circunstâncias o PT sai rachado.
No Brasil não há partido grande e sim partido inchado e para a eleição de 2010 vão voltar às velhas feridas que fizeram grandes nomes se desligarem do PT, só de uma tacada mais de 2 mil militantes petistas se filiaram ao Psol de Heloisa Helena, juntamente com outros parlamentares do Psol, agora mais recente o partido perde a senadora Marina Silva para o ‘Partido Verde’ que pode até ser a bola da vez, Marina é  referencia mundial.

Em algumas capitais e municípios o PT não deu continuidade na formação de suas bases o que foi sempre o suporte para o crescimento do partido, mas com a nova metodologia de Lula de priorizar as alianças mesmo aquelas ditas impossíveis, tudo em nome de beneficiar sua eleição, agora corre o risco de não ter militância e nem palanque é como diz o prefeito de Nova Iguaçu e pré-candidato do PT ao governo fluminense, Lindberg Farias, o PMDB sugou demais o PT. “A direção nacional está entregando mais do que o PMDB está pedindo”, afirma. “Falta ao partido uma direção mais forte e mais preocupada com a construção do PT nos estados”, sublinhando o sacrifício imposto a parlamentares petistas. Segundo ele, a política de alianças “não pode matar os PTs estaduais”. Com essa morte anunciada fortalece o PSDB, que pode sair vitorioso,

Lindberg põe em evidencia sua opinião e fala para petistas e peemedebistas. “Quem diz que se aliar ao PMDB no Rio é melhor para Dilma no fundo quer somente manter seus ‘espaçozinhos’ no governo Cabral. Estão pensando nos cargos”, afirma, fazendo lembrar a definição de Partido da Boquinha feita por Anthony Garotinho em 1998. “Querem o PT submisso, como um partido pequeno”. E o PMDB? “Quer tudo, não se cansa de pedir tudo”.

Os militantes fluminenses do PT votaram domingo com o pensamento no fantasma de 1998, quando o PT nacional desmontou a candidatura de Vladimir Palmeira para apoiar Anthony Garotinho, então no PDT de Leonel Brizola. O risco de “intervenção branca” cresceu porque o partido inverteu as datas das convenções, marcando o 4º Congresso para fevereiro de 2010, antes dos encontros estaduais. No evento, a legenda poderá delegar ao diretório nacional a prerrogativa de decidir pelos estados. O problema é que, no diretório nacional, a maioria deve ficar com a corrente que abre mão da candidatura própria nos estados para dar viabilidade ao apoio do PMDB à ministra Dilma Rousseff. Este pensamento é correto e é o que deve prevalecer vale tudo para apoio a Dilma.

Possível vítima do noivado do PT e do PMDB no plano nacional, o prefeito de Nova Iguaçu discorda do risco para Dilma e da possibilidade de intervenção nos diretórios estaduais que definirem candidatura própria. “Dilma está no melhor dos mundos”, opina. “Terá três palanques: o meu, o de Cabral e o de Garotinho”. Ele avalia que não há clima para imposição da vontade do diretório nacional sobre os estados. Em 1998, lembra o comando do partido era outro, com José Dirceu e José Genoino à frente – “uma direção que gostava de impor sua força”. Hoje, “ninguém chega chutando a porta. Sabem que criar confusão trará problemas para Dilma”. Vale lembrar que José Dirceu está mais ativo do que muitos imaginam é protegido da Dilma e se Dilma for presidente não duvido de ser ele o seu Ministro da Casa Civil.

Lindberg acha que as direções dos dois partidos entenderam que problemas regionais não podem frear o acordo nacional. O pré-acordo entre petistas e peemedebistas favorece o presidente da Câmara, Michel Temer, como vice de Dilma. O prefeito lembra que, na Bahia, o peemedebista Geddel Vieira Lima deve ser candidato contra o governador petista Jacques Wagner. “Por que o PT do Rio não poderá então lançar candidato?”, questiona. De novo, Alberto Cantalice responde: “O Rio é o principal Estado governado pelo PMDB. O que nos garante que os peemedebistas continuarão com Dilma depois de verem sua principal reivindicação ignorada pelo PT?”.

Nos estados

Mesmo que Lindberg vença a eleição do 2º turno ele não terá vida fácil. A eleição interna do PT tem o dedo do Palácio do Planalto. A corrente Construindo um Novo Brasil (CNB) é a mais ligada ao presidente Lula e quer moldar os palanques regionais à estratégia nacional. Acho que será uma tarefa muito difícil cada estado tem suas particularidades e o Próprio presidente já admitiu o racha do PT. Em São Paulo capital como no interior o PT é fraco, levou até o Ciro Gomes para São Paulo, que poderá ser uma furada para Ciro ele está perdendo um eleitorado certo ao abandonar sua base, para tentar fazer uma em São Paulo.

Em Minas Gerais o PT é forte ao lado do Governador Aécio Neves fora é um fiasco como já ficou provado nas eleições em que o PT disputou. Se é que é verdade que a tendência é eleger uma mulher para presidente o povo vai preferir uma mulher mais sensata, calma, ponderada, inteligente, já a Dilma é estopim curto, não tem calma e nem é ponderada quem diz são pessoas que já trabalharam com ela.

O maior exemplo foi dado pelo chefe de gabinete de Lula, Gilberto Carvalho, que deu apoio explícito ao deputado federal Luiz Sérgio. “Temos o desafio de consolidar as mudanças promovidas pelo governo Lula e construir um amplo arco de alianças para garantir a continuidade de nosso projeto de transformação do Brasil”, diz a mensagem enviada por Carvalho a Luiz Sérgio. Detalhe: Bismarck Alcântara, um dos principais adversários de Luiz Sérgio, é assessor de Carvalho no Planalto.

Outros estados vivem situações semelhantes. No Ceará, o governo apóia a chapa ligada à prefeita de Fortaleza, Luizianne Lins, defensora da aliança com o PSB do governador Cid Gomes, irmão de Ciro Gomes. No Paraná, o grupo ligado ao ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, prevê vitória folgada para selar o apoio ao senador Osmar Dias (PDT) para o governo. No Pará, o atual presidente estadual, João Batista, concorre à reeleição defendendo o apoio ao PMDB do deputado federal Jader Barbalho.

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