Álcool e trânsito, mistura perigosa

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betoEstamos vivenciando um tempo de celebração das festas de final de ano: natal e réveillon e diante disso é muito possível verificarmos a presença de bebidas alcoólicas. O consumo de substâncias alcoólicas está presente na humanidade desde os seus primórdios, o álcool é algo aceito pela sociedade. A idéia que as pessoas tem em relação ao álcool como sendo um produto estimulante é falsa. Na verdade, a sensação estimulante provocada pelo álcool, nada mais é de que a diminuição da inibição. De fato, o álcool é depressivo e a sua ação pode induzir ao sono. A ação depressiva do álcool no cérebro e no sistema nervoso central reduz a capacidade mental e física diminuindo a habilidade para a realização de tarefas mais complexas como por exemplo conduzir um veículo. Conduzir veículo é tarefa que requer habilidade e prudência, todavia, estes requisitos são facilmente anulados após o motorista ter ingerido bebida alcoólica. Grande parte dos acidentes de trânsito ocorridos no Brasil é conseqüência direta da embriaguez ao volante, isso porque muitas pessoas ainda acreditam no falso poder estimulante do álcool.

Todo condutor de veículos em estado de embriaguez, mesmo leve, compromete gravemente a sua segurança e a dos usuários da via. A ingestão de álcool, mesmo em pequenas quantidades, diminui a coordenação motora e os reflexos, comprometendo a capacidade de dirigir veículos, ou operar outras máquinas. Pesquisas revelam que grande parte dos acidentes são provocados por motoristas que haviam bebido antes de dirigir, neste sentido, segundo a legislação brasileira (Código Nacional de Trânsito, que passou a vigorar em Janeiro de 1998) deverá ser penalizado todo o motorista que apresentar mais de 0,6 gramas de álcool por litro de sangue. A quantidade de álcool necessária para atingir essa concentração no sangue é equivalente a beber cerca de 600 ml de cerveja (duas latas de cerveja ou três copos de chope), 200 ml de vinho (duas taças) ou 80 ml de destilados (duas doses). SE BEBER NÃO DIRIJA. FIQUE SÓBRIO E VIGILANTE.

Adalberto Romualdo Pereira Henrique

Acadêmico de Terapia Ocupacional

FAMINAS – Faculdade de Minas- Muriaé MG

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