Dengue, uma patologia que pode ser evitada

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Secretário de Saúde de Manhuaçu Dr. Luiz Carlos Lemos Prata

O Secretário do Sistema Único de Saúde Dr. Luiz fala-nos que já está hoje, com toda equipe da Vigilância Saúde montada, a Emilce e toda equipe que trabalha na contenção da expansão do mosquito da Dengue toda pronta, capacitada com todos os empreendimentos voltados para que esse ano tentemos não ter nenhum caso de Dengue aqui em Manhuaçu. Ele nos diz também que todas as atividades já foram feitas, todas as capacitações já foram empreendidas, todas as orientações já foram dadas, todos os imóveis que estavam irregulares já receberam as devidas advertências, que alguns imóveis já foram até comunicados a justiça para serem devidamente advertidos, portanto ele acredita que será minimizado ao estremo a situação da Dengue no nosso município. Quanto aos gastos que o SUS tem com os pacientes que adquire Dengue Dr. Luiz respondeu que na verdade não existe um valor estimado por paciente pois o tratamento pode ir desde de um analgésico, uma dipirona  ou paracetamol até um caso de ( UTI ), com hemorragia grave.

Que o mais importante é a gente vê, o valor estimado pela vida, que não tem preço. Ele diz que não tem lógica uma pessoa ficar doente de uma patologia que pode ser evitada. Que a angústia e o sofrimento da família não tem preço, que a ideia que a se tem é que a comunidade precisa e tem o direito de ter uma vida saudável. Mas que não só depende do ( SUS ), depende de toda comunidade, de toda caixa d’água estar fechada, de todos inservíveis, como copos descartáveis, tampinhas e outros utensílios serem guardados em lugares secos, ferros velhos, pneus devem ser cobertos. Que o que nós precisamos é que a comunidade se eduque. Que a secretaria faça a parte que compete a secretaria, que a comunidade faça a parte que compete a comunidade. Ele esclarece que toda equipe está completa e que conta com o apoio da secretaria de estado que reconhece o esforço e o trabalho muito sério que vem sendo desenvolvido pelo Sistema Único de Saúde e por toda equipe da Vigilância Saúde. Ele acredita que com o apoio da comunidade exis te uma grande chance de êxito esse ano no que se refere a Dengue.

(direita) Supervisor de Ações Epidemiológicas Cleiton e (esquerda) Supervisor José Fabrício dos Santos Simão

O Supervisor de Ações Epidemiológicas, Cleiton de Paulo Viana Brum relatounos que tivemos em Manhuaçu no ano passado mais de mil (1.000) casos de Dengue confirmados. Segundo ele; esse ano a Secretaria do Sistema Único de Saúde (SUS), tendo como secretário o Dr. Luiz Carlos Lemos Prata contratou mais agentes Epidemiológicos para atuar na prevenção. Para que não venha se repetir o mesmo surto que ocorreu no ano passado.

Cleiton fala-nos de uma teoria não confirmada cientificamente de onde teria surgido a Dengue. “Existe uma hipótese de que  o mosquito transmissor da Dengue Aedes Aegypti  tenha picado um animal na floresta que continha a doença e picando outros animais foi espalhando a doença. Devido o desmatamento e a proliferação do mosquito,  veio a migração para o meio urbano onde encontrou na falta de informação e conscientização, criadouros em abundancia e alimentação farta. Vale lembrar que só as fêmeas picam, portanto só elas transmitem a doença.

As fêmeas depois de bem alimentadas elas ficam pesadas por isso elas não colocam seus ovos diretamente na água, mas no lugar mais úmido e próximo da água possível, para que no aumento da água seja nos reservatórios como caixas d’água ou em objetos onde venha a acumular água como pneus, plásticos, latas, cascas de ovos, litros descartáveis pratos em vasos de plantas e etc. Esses ovos venham a cair dentro d’água e em pouquíssimo tempo, três dia mais ou menos eles se tornam larvas e de dez a onze dias nascem os mosquitos. Pode ser que entre as fêmeas alguma nasça com a doença, mas o mais provável é que nasça sadia e venha a picar pessoas com Dengue.

Os Supervisores de Ações Epidemiológicas passam de trinta (30) em trinta dias nas casas tratando caixas d’água. O produto aplicado não causa nenhum mal a saúde e só é aplicado em caixas d’água que não estejam devidamente cobertas. Esse período de trinta (30) dias ainda não seria o ideal, pois do nascimento dos mosquitos que pode ocorrer no máximo em quinze dias após a visita da Supervisão Epidemiológica, portanto o mosquito tem quinze dias de vantagem para proliferar e carregar a doença de uma pessoa para outra. Por isso eles procuram informar e conscientizar a população dos riscos e dos prejuízos tanto para as pessoas que contraem a doença quanto para o município. Dos gastos que são gerados ao Sistema Único de Saúde que poderia ser evitado se cada um fizesse sua parte.

A população eliminando todo e qualquer objeto que possa acumular água e tampando bem as caixas d’água.

A Secretaria de Obras limpando as áreas que são de sua responsabilidade com mais frequência, a educação informando e conscientizando os alunos, o SAMAL dando sua contribuição de contra partida, o Sistema Único de Saúde na prevenção contando com o apoio dos meios de comunicação, teremos grandes chance de eliminar de vez o mosquito e consequentemente a Dengue em nosso município, mas  precisamos dessa união. Quanto ao fumasse Cleiton diz que ele só é usado em último caso. “O nosso trabalho é focal, só quando surgem casos de pessoas com Dengue que é usado o fumasse para matar o mosquito”.

Marta Rodrigues de Aguiar

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